Pular para o conteúdo principal

Descobrindo a África

No último post comentei sobre a falta de água durante 4 dias em Libreville, isso já faz uns 10 dias... A distribuição de água voltou na data prevista e a rotina voltou ao normal. Na verdade, nem tanto! Tiveram 2 feriados nas últimas 2 semanas - explicando o meu sumiço! =)

Na sexta-feira, dia 26 de outubro foi o feriado islâmico de Eid al-Adha ou Festa do Sacrifício. O Gabão adota os feriados islâmicos, mas também os feriados católicos. Aproveitamos o feriadão para também fugir da falta de água e fomos nos aventurar a apenas 300 Km de distância:  na ilha paradisíaca de São Tomé e Príncipe, que possui cerca de 160 mil habitantes!

Até 1470 as ilhas eram desabitadas. Descoberta pelos portugueses que a dominaram até 1975. Importaram mão-de-obra escrava das demais colônias para a produção de cana-de-açúcar, café e cacau.



Marco do Equador. A linha que separa os hemisférios.
Desfrutamos de maravilhosos dias de sol, de história, de paisagens de encher os olhos e o coração. Revimos amigos queridos e nos embriagamos da simplicidade e da simpatia desse povo tão próximo de nós brasileiros - mesma língua, mesmas frutas e em muitos momentos do passado, partilhamos da mesma história. Foi incrível, inesquecível...






Forte Português. 
Voltando a Libreville, foi decretado feriado nos dias 01 e 02 de novembro, e assim emendando, mais uma vez, com o fim de semana. Tentamos ir para Angola, porém, por alguns detalhes na programação, mudamos o roteiro e fomos para o Marrocos.  Um roteiro que já estava nos nossos planos há mais de 6 anos!!! Claro que reduzimos o roteiro para caber no feriado, mas foi como previsto: incrível, extasiante!

Casablanca







Fès






Aos poucos vamos descobrindo as riquezas do continente africano. Tantas belezas, tantas culturas, tanta história.

Comentários

  1. Sensacional!!!
    A África é realmente um pedaço muito especial desse planeta maravilhoso!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

POSTS POPULARES

Esposa de Diplomata - Parte I

Nossas aventuras pela África continuam!  Recentemente completamos 1 ano em África. Foi um ano de muitas novidades, tantas descobertas, cores, paisagens, sabores!
Além da oportunidade de morar em Libreville ainda conseguimos conhecer outras cidades africanas: Joanesburgo, São Tomé, Cotonou, Luanda, rápidas passagens por Adis Abeba e Ponta Negra, e ainda a linda Cidade do Cabo! Cada uma dessas cidades deixou sua marca especial na minha memória e impressões daquelas que só se pode ter vendo com seus próprios olhos. 
Ainda temos muitos planos de viagem e amigos para visitar na África. Vamos tentando assim conhecer um pouquinho mais esse continente tão incrivelmente cheio de riquezas naturais, humanas, gastronômicas, religiosas, étnicas, idiomáticas... 

Quanto à experiência da vida diplomática, eu diria que agora me sinto um pouco mais situada e recompensada pelas difíceis decisões de deixar o Brasil, meu trabalho e tantas outras coisas e sonhos. Ganhei, no entanto, em um ano o que eu não ganh…

Falando em tecidos...

Fazer este blog tem me feito notar coisas que eu normalmente não notaria. Além disso, tenho cada vez mais percebido que escrever é uma arte! É difícil reler suas próprias produções depois do calor do momento; sempre quero mudar algo, incluir, tirar, enfim... Peço desculpas pelos errinhos e espero continuar passando a vocês esta experiência da forma mais clara, leve e objetiva possível. 

Falando na arte da escrita, lembrei da contracapa de um livro que ganhei da querida diplomatriz Carollina Tavares, que diz: "O escritor não é alguém que vê coisas que ninguém mais vê. O que ele simplesmente faz é iluminar com os seus olhos aquilo que todos veem sem se dar conta disso. (...) para que o mundo já conhecido seja de novo conhecido como nunca foi." (Rubem Alves)

Na África, descobri que a escrita pode ter milhares de formas e cores! Aqui, até o estampado de uma roupa é uma forma de expressão. A estampa fala por si só, cada uma delas explicita um sentimento, uma situação, um nome, um p…

Mariage coutumier: o casamento tradicional no Gabão

Hoje vou tratar de um tema complexo e com implicações sobre a questão de gênero, o mariage coutumier (casamento tradicional), bastante comum no Gabão e em diversos países africanos. A cerimônia terá particularidades mesmo dentro de um país, a depender da região e da etnia a que os noivos pertencem.
É sem dúvida um dos rituais mais interessantes e tradicionais da cultura gabonesa, mas, como é comum nas instituições sociais, tem suas controvérsias.

O grande dia

De quinta a domingo se você ouvir sirenes e ver comboios de carros escoltados pela polícia, lotados de pessoas (incluindo em cima de caminhonetes) vestindo as mesmas cores e em clima de comemoração, não tenha dúvidas: não é revolução, é casamento!


Os membros da família da noiva vestem-se com tecidos iguais, que combinam com o tecido da família do noivo.

O tecido ("pagne") é previamente definido e deixado em lojas de tecido da cidade com o nome dos noivos. Os convidados irão coser seus trajes com o tecido escolhido pelos noi…