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Malas para a África

Está indo morar ou ficar um tempo na África? Não tem a menor idéia do que vai realmente precisar levar?  Depois de algum tempo morando aqui no Gabão e conhecendo melhor como as coisas funcionam, resolvi fazer uma lista dos itens imprescindíveis para quem embarca para cá ou para algum outro país da África Subsaariana.  Claro que essa lista pode mudar de acordo com o país, mas achei válido deixar o registro! VAMOS ÀS MALAS? VESTUÁRIO Roupas de verão, mas não apenas praianas. É um povo que gosta de formalidades, inclusive ao vestir.  Roupas e sapatos de festa. Nunca se sabe quando pode surgir um evento, um casamento, um coquetel.  Óculos de sol são imprescindíveis! Sapatos confortáveis. Caminhar pela cidade é um desafio, exige atenção dos pedestres e agilidade. Sempre bom ter algumas peças de inverno. Não para o Gabão, mas nas conexões dos voos, normalmente feitas por Johannesburgo ou Paris, onde faz frio em algumas épocas do ano. H...

Réveillon au Gabon

O réveillon, também conhecido como  Saint Sylvestre , foi outra das boas surpresas que estamos tendo com o Gabãozinho. O presidente ofereceu à população das nove províncias do país um glamouroso espetáculo de fogos de artifícios. Jantamos e saímos para registrar o momento! No clima praiano, de festa, caminhamos em direção ao local do espetáculo munidos do kit básico: Champagne + água + tacinhas de plástico + muita animação! Chegamos por volta das 23:20 com o nosso "kit" e encontramos uma beira-mar bem diferente daquelas que conhecemos nessa época do ano em qualquer parte do Brasil: sem tumulto, sem correrias, sem bebedeiras, sem gritaria.  O clima aqui era de muita tranquilidade, tudo muito bem policiado! Fomos até abordados por policiais disfarçados querendo saber o que tínhamos em nossa sacola... Eles nos olharam e nos mandaram seguir, com um olhar de estranhamento.  Não entendi direito na hora, mas não demorou para eu entender o po...

Obrigada 2012!

2012 vai se despedindo daquele jeitinho bem particular dos finais de ano: supermercados e trânsito caóticos, pessoas andando apressadas pelas ruas, luzes natalinas... Assim também está Libreville!  Muitos restaurantes da cidade promoveram menus especiais para a Ceia Natalina e muitos deles, alguns dias antes já não estavam mais aceitando novas reservas... Lotados! Dentre as opções, escolhemos jantar no restaurante do hotel que moramos  quando chegamos em Libreville e foi excelente! Foi bom voltar lá e agora se sentir um pouco mais "em casa". Um Natal bem diferente, mas muito especial! Não posso deixar de compartilhar com vocês a festinha de fim de ano da Escola São Tomense! Foi o dia mais quente dos últimos tempos e também o mais cheio de sorrisos! Muitas crianças faltaram à festa, ainda assim foi uma grande festa, com direito a maquiagem facial, brigadeiros, bolo de cenoura e várias outras diversões! Um obrigada super especial à minha querida amiga Núbia!...

O colorir dá vida

Minha paixão pela ilha de São Tomé e Príncipe se torna cada dia maior. Eu não sei precisar quando esse caso de amor começou, mas foi aquele tipo de amor que aumenta no dia-a-dia, em cada descoberta, em cada olhar... Talvez tenha começado ainda em Brasília, lá em 2010, quando conheci alguns diplomatas são-tomenses que faziam seus estudos no Itamaraty e com quem tínhamos excelentes conversas sobre as diferenças entre a África e o Brasil! Depois cresceu com nossa chegada ao Gabão, quando conhecemos os funcionários de nossa embaixada aqui, quase todos são-tomenses, que tão bem nos acolheram e que seguem ao nosso lado em cada pequena dificuldade encontrada! Com a convivência com eles, fui conhecendo esse povo de costumes tão louváveis, que prezam pelo respeito ao próximo e valorizam as coisas simples da vida, a amizade, a educação! Por conta do acaso, ou não, três meses depois de chegarmos à Libreville, recebemos um pacote na caixa postal da embaixada ( não existem endereços...

E os filhos?

Ainda não os tenho, mas tenho percebido que sua educação é o tema que mais preocupa quem os têm na hora de ir ao exterior. Tenho conhecido muitos expatriados com filhos em idade escolar e o consenso entre eles parece ser de que a parte mais difícil da expatriação é a questão da adaptação dos filhos ao novo país e o prosseguimento de sua formação escolar. O assunto é o "número um" na quantidade de preocupações e reclamações, seguido pela questão das dificuldades de adaptação de cônjuges que deixam suas vidas profissionais para seguirem a pessoa amada. Esses dois assuntos são responsáveis por grande parte das insatisfações, discussões e casos de fracasso na expatriação. Não estamos falando, afinal, de férias de fim de ano e nem de alguns meses conhecendo a cultura de um país... estamos falando de mudanças de anos e anos, estruturais. É a tentativa de se tentar manter viva sua cultura, língua e modo de vida em meio a mundos muito diferentes.  Para este post, contei com a ...

Sobre Malária

Rodando pelo mundo acabamos ficando expostos à uma série de riscos, entre eles as questões de segurança e saúde são os mais delicados. Podemos tomar uma série de ações de prevenção no caso da saúde, como vacinas, medicamentos e etc, mas a melhor ainda é a informação! Sabemos que as condições para os funcionários do Serviço Exterior Brasileiro e suas famílias precisam evoluir - principalmente se comparadas às já adotadas por outros países, empresas privadas e organismos internacionais - enquanto não chegamos no ideal, o melhor é tomarmos algumas providências. Morando aqui na África vi que é possível viver com tranquilidade, sem tanta neurose com os perigos da malária, basta seguir algumas recomendações importantes. Deixo abaixo um resuminho que fiz e que poderá ajudar a eliminar as primeiras dúvidas. Lembrando que o  mais importante é prevenir e caso seja picado por algum mosquito é bom ficar bem alerta aos sintomas e aos procedimentos: A  malária é uma doença comum na...

Haja coragem

Muitos são os desafios para aqueles que aceitam a missão (no sentido mais amplo da palavra) de trabalhar em postos D, os mais difíceis do serviço exterior brasileiro. Mais um caso extremo infelizmente aconteceu. A Assistente de Chancelaria Berenice Ferreira faleceu de malária e febre tifóide nesta semana. Ela estava em missão em Malabo, na Guiné Equatorial, país vizinho aqui do Gabão. Assim como a diplomata Milena Medeiros , ela faleceu em virtude do agravamento do seu quadro e fez, uma vez mais, o Brasil conhecer o "lado B" de seu serviço exterior. As famílias que entram nessa "aventura" de representar o Brasil em locais que apresentam riscos precisam de auxílio, informação e maior suporte do governo. Muitos e frequentes são os casos de malária entre funcionários e contratados locais, mas não são só as doenças que ameaçam... Existem os riscos de atentados, furacões, terremotos, distúrbios civis. Todos esses casos ocorreram nas duas últimas semanas em alguma par...